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Os pais também são gente

06/02/2017

Quando um casal se relaciona, e desse relacionamento nascem filhos, eles se tornam pais, mas nem por isso são transformados em super heróis: continuam a ser apenas gente. Gente que erra que acerta e segue assim pela vida. Casam ou não casam, são jovens pais, cheios de sonhos e expectativas. Os filhos são bênçãos! Pequenos, indefesos, precisam de cuidados, de amor. Para recebê-los, os pais se preparam, lêem tudo que cai nas mãos e acreditam que sabem das coisas. 

A maioria das mulheres após virarem mães vive em função dos filhos o tempo todo. Num misto de fascínio e esgotamento, vão se adaptando as novas condições. Às vezes perdem o controle, mas seguem em frente.  Entretanto, sem pensar, fazem e dão coisas de mais, de tal forma que chega uma hora em que, abatidas e tristes, percebem que foram além de suas forças e começam a negar os pedidos.

Os homens também se vêem confusos. Todos nós perdemos a consciência de nossa humanidade. Nossas crianças aprendem que damos um jeito em tudo, e esperam tudo de nós, cada dia exige mais.

Muitas vezes nos sentimos frustrados com o tipo de vida que levamos. As instituições que nos apóiam tornaram-se insuficientes, e as que deveriam complementá-las não estão prontas. Também nos sentimos despreparados e sozinhos.

Os homens, pais cansados, estressados, muitas vezes estão prontos para abrir mão do papel de provedor ou protetor da família, as mulheres, desvalorizados e sobrecarregas, cansam-se da desconsideração, do desrespeito por sua vida de trabalho pesado e sem reconhecimento. Ambos sentem vontade de sumir e tirar o time de campo.

O pai precisou ter algum tempo para eles. Tempo para parar, conversar e até deixar que os filhos saibam quem nós somos. (Se ganharmos presentes que não usamos, é porque nossos filhos, marido ou esposas não sabem do que gostamos). Não nos conhecem e não conseguem perceber, (muito menos adivinhar nossos desejos). Se isso esta acontecendo, é porque não nos damos espaços, e esta na hora de rever algumas de nossas atitudes.

Na Prevenção, pai, mãe, avós, micro ou macro família, precisa “ser um só” em relação à orientação e a educação dos filhos. SEM ESQUECER NOSSA CONDIÇÃO DE SERES HUMANOS, pois é falsa a expectativa de que, para sermos bons pais, precisamos ser capazes de tudo o que nós acreditamos. Impossível resolver todos os problemas, controlar ou, salvar nossos filhos, pois, na realidade eles não nos pertencem e, mais cedo ou mais tarde, de um jeito ou de outro, eles vão embora.

Somos apenas pais, somos humanos, não conseguimos resolver todos os problemas, não temos controle sobre a vida dos outros, não nos tornamos perfeitos quando nos tornamos pais. Somos gente. Não somos Deuses, ou super-heróis, podemos errar, errar é humano.

O progresso da tecnologia em ritmo veloz, a rapidez da informática e dos recursos audiovisuais, às vezes criam impedimentos para nós, em nossa comunicação comum, e para os nossos filhos na luta pela inserção profissional no mercado de trabalho. Essas coisas produzem dificuldade que geram medo e insegurança em relação ao futuro, tanto para os pais como para os filhos. Precisamos aprender a ouvir os questionamentos e aflições dos jovens em relação ao futuro, tanto para os pais como para os filhos. (O que é ser adulto? É estar seguro, sem medo, sem problema?).

Veja sempre o outro como gente, como alguém que você quer realmente ajudar e não como aquele que lhe deve alguma coisa. Participe do grupo do Amor-Exigente e escolha no grupo uma meta semanal que faça o outro sentir respeito por si mesmo. Não podemos esquecer de que vivemos um eterno drama: queremos ser super-heróis, queremos ser deuses, sem perceber, que podemos passar de pais-heróis a pais-otários. Ser um bom pai, uma boa mãe, é buscar errar menos. 

Ser gente é ser filho, sucessor do verdadeiro amor. Ser gente é não ser perfeito, mas ansiar ser santo, aprendendo, errando, querendo acertar. Ser gente é ter consciência de nossa humanidade, é entregar-se a Deus, para que Ele comande sua vida! Numa frase: “Este é o Principio que resgata nossa condição humana”.

As reuniões da Associação Assisense de Amor Exigente acontecem todas as quintas-feiras às 20 horas, na Rua Barão do Rio Branco, 250, centro, Assis/SP.

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