Após a última rodada das eliminatórias para o mundial de 2010 (onde derrotas inesperadas, zebras e queda de treinador foram apenas alguns
dos ingredientes) a situação de diversos continentes começa a se desenhar. Na África, a primeira rodada da fase final anunciou as possibilidades, enquanto Ásia, Europa e as Américas já têm ao menos uma noção do que pode acontecer. O único continente que já tem uma definição é a Oceania...
Para ficar informado sobre tudo que acontece nessas eliminatórias, confira uma análise especial de todas as confederações e faça suas apostas sobre quem deve (ou não) ir à próxima Copa:
Europa (UEFA)
As eliminatórias européias já apresentam fortes candidatos (além de alguns postulantes) à vaga para próxima Copa do Mundo. No grupo 1, a
situação parece complicada para a seleção de Portugal, que ainda não se encaixou sob o comandado de Carlos Queiroz. Os últimos resultados deixam a seleção de Cristiano Ronaldo em uma posição desconfortável perante seus grandes concorrentes diretos: a Dinamarca, líder da chave e que aposta na espinha-dorsal formada pelo goleiro Sørensen, o zagueiro Agger, o meia Poulsen e uma linha de frente que mescla a experiência de Rommedahl e Jørgensen ao oportunismo de Søren Larsen e Bendtner; além da surpreendente Hungria, que possui os mesmos 13 pontos dos dinamarqueses, mas tem
um jogo a mais que os escandinavos. O treinador holandês Erwin Koeman tem feito um excelente trabalho no comando da Magyar e confia no talento de gente como Dárdai (que tem muita moral no Hertha Berlin), os eficientes Hajnal e Huszti, além do capitão Gera, para voltar a um mundial (que os húngaros não disputam desde 1986). A Suécia, que ainda conta com caras manjadas (como Mellberg e Henrik Larsson), além do faro de gols de Ibrahimović, também pode encostar nessa turma, já que só disputou apenas quatro partidas até aqui. E pela tradição que possui no futebol internacional pode complicar a vida de quem fornecer brechas!!! Enquanto isso, Albânia e Malta (que já não tem mais chances) continuam apenas fazendo figuração...
Na chave 2, a briga deve ser boa entre Grécia e Suíça para definir que será o classificado direto ao mundial e apesar de estarem empatados com os suíços na liderança, os gregos (que ainda são comandados pelo alemão Otto Rehhagel, o mesmo da Euro 2004) levam vantagem nos critérios de desempate. Acontece que durante o 1º turno, a seleção azul foi derrotada em casa pelos concorrentes e agora terão uma partida complicada no território suíço, onde podem ser ultrapassados (isso é, se
os donos da casa não cometerem um vacilo histórico como na derrota para Luxemburgo, atuando em Zurique!!!). E para quem esperava ver a seleção de Israel (capitaneada por Benayoun, que joga no Liverpool) forte na disputa por uma vaga, a grande surpresa está sendo a Letônia, que conta com o mesmo técnico (Aleksandrs Starkovs) que levou o país a sua maior façanha no futebol (a classificação para a Euro 2004). Alguns remanescentes daquela época ainda figuram no elenco, casos do goleiro Koļinko, os meias Astafjevs, Rubins e Laizāns, além do atacante Verpakovskis. Já Luxemburgo e Moldávia devem apenas cumprir tabela!!!
Uma das disputas mais equilibradas está reservada ao grupo 3, onde a Eslováquia pode garantir uma inédita classificação a Copa do Mundo se fizer a lição de casa nos jogos que ainda tem em desvantagem em relação a concorrência. E até aqui, a seleção dos defensores Škrtel e Marek Čech (que jogam no futebol inglês), dos meias Hamšík (do Napoli) e Šesták (artilheiro da equipe com quatro gols), além dos experientes atacantes Vittek e Mintál, não tem decepcionado, como comprova a importante vitória fora de casa sobre os arqui-rivais tchecos na última rodada. Quem também está na briga é a Irlanda do Norte, que lidera a chave, mas com sete jogos disputados. Apoiados em uma base formada por jogadores que atuam especificamente no futebol inglês e escocês, onde se destacam o defensor Evans (do Manchester United) e o artilheiro
Healy (do Sunderland), os norte-irlandeses só esperam não repetir o desempenho das eliminatórias para última Eurocopa, quando fizeram uma boa campanha, mas acabaram eliminados na reta final. Até por isso, a concorrência de seleções tradicionais como a República Tcheca e Polônia (que estiveram presentes no mundial de 2006) é motivo de grandes preocupações, mesmo que ambas não atravessem grande fase: os tchecos ainda não se acertaram desde que Karel Brückner deixou o comando da seleção, enquanto os poloneses têm feito apresentações irregulares. O que abre espaços para a Eslovênia, do goleiro Samir Handanovič (da Udinese) e do atacante Novakovič (do Colônia), se candidatar a disputa de mais uma Copa (sua estréia foi em 2002). Ainda mais se levarmos em conta que dois dos quatro jogos que ainda restam aos eslovenos serão contra San Marino, eterno saco de pancadas do continente e que na lanterna da chave sem nenhum ponto, já está eliminado.
A Alemanha de Joachim Löw ainda depende das mesmas certezas de sempre no grupo 4: o polivalente lateral Lahm; os
meias Ballack e Schweinsteiger; além dos atacantes Podolski e Klose. Opções como Trochowski e Mario Gómez também têm ganhado espaço no time, mas fica complicado apostar em alguém quando se trata de reposição na manjada base germânica. Situação personificada na complicada escolha de um substituto para o goleiro Lehman, onde diversos candidatos (como Enke, Wiese, Adler e Neuer) são cogitados sem se chegar a uma definição concreta. Mesmo assim, os alemães não têm encontrado grandes dificuldades para se impor diante de rivais como Finlândia (onde ainda joga o meia Litmanen), País de Gales (que já não conta mais com Giggs), Azerbaijão ou Liechtenstein. O único adversário capaz de complicar a vida da Alemanha é a Rússia, que encantou os torcedores na última Eurocopa e é comandada pelo holandês Guus Hiddink (que fez um bom trabalho no Chelsea após o fracasso de Felipão no clube de Londres!!!). Contando com uma perigosa dupla de ataque (que atua no futebol inglês) composta por Arshavin (do Arsenal) e Pavlyuchenko (do Tottenham), os russos assustam não só por terem disputado uma partida a menos que os líderes do grupo, mas também porque vão receber os germânicos em casa nesse returno.
No grupo 5, a Espanha (atual campeã européia) praticamente carimbou
seu passaporte ao abrir seis pontos de diferença na liderança em relação ao 2º colocado da chave. Mesmo sem apresentar um futebol convincente nas últimas partidas, os espanhóis souberam conquistar importantes vitórias e confiam em uma base experimentada composta pelo goleiro Casillas; os defensores Sergio Ramos e Puyol; o meia Xavi; além dos atacantes Villa e Fernando Torres. Sem contar as jovens revelações (como o defensor Piqué, os meias Busquets e Riera, além do atacante Llorente) que aos poucos vão ganhando espaço no time. A vaga na repescagem atualmente pertence à Bósnia-Herzegovina, treinada pelo experiente Miroslav Blažević (que levou a Croácia ao 3º lugar na Copa de 98) e que conta com um setor ofensivo poderoso onde brilham algumas estrelas da Bundesliga, como a dupla do Wolfsbug formada pelo “garçom” Misimović e Džeko (artilheiro das eliminatórias européias com sete gols). Isso sem contar o fato de que o oportunista Ibišević, um dos destaques da atual temporada alemã, sofreu grave contusão e está afastado da seleção. Outras seleções tradicionais como Turquia e
Bélgica até poderiam ser considerados adversários perigosos, se a respectiva desvantagem de quatro e cinco pontos que os bósnios abriram na tabela não fosse tão desanimadora (e revelasse o momento conturbado que o futebol de ambas as nações enfrenta atualmente). Enquanto os turcos não conseguem repetir o futebol “brioso” que os levou às semifinais da última Eurocopa, os belgas já perderam o fio da meada a ponto de mandar embora o treinador René Vandereycken (substituído pelo holandês Dick Advocaat). Estônia e Armênia (que deve terminar na lanterna), duas ex-repúblicas que faziam parte da extinta União Soviética, não devem incomodar os rivais e são apenas coadjuvantes nessa chave.
A Inglaterra ainda não apresentou um futebol empolgante no grupo 6,
mas por enquanto faz uma campanha irretocável, com 100% de aproveitamento nos cinco jogos que fez até aqui. Aos poucos, o treinador Fabio Capello vai dando sua cara ao English Team e introduzindo novas peças na composição de seu esquema de jogo (Foster, Upson, Jagielka, Huddlestone, Ashley Young e Agbonlahor são algumas das novidades testadas pelo técnico). O italiano ainda optou pelo veterano James como seu goleiro titular, além de apostar no meia Barry como solução para “dar uma liga” ao meio-campo. Mas a base da equipe ainda segue formada por velhos conhecidos da torcida, como os defensores Rio Ferdinand, Terry e Ashley Cole; os meias Carrick, Gerrard, Lampard, Joe Cole e Beckham; além dos atacantes Rooney e Crouch. Na briga pelo segundo lugar, Croácia (que esteve na última Eurocopa e conta com o retorno do brasileiro naturalizado Eduardo da Silva, recuperado de
contusão) e Ucrânia (presente no último mundial e que ainda aposta nos gols do matador Shevchenko, sempre em boa fase quando se trata da seleção) devem travar um duelo equilibrado, com ligeiro favoritismo para os croatas pelo fato de jogarem contra os ucranianos em casa nesse returno. Correndo por fora está a Bielorússia, onde brilha o capitão Aliaksandr Hleb (meia ex-Arsenal e atualmente no Barcelona), mas que possui relativa desvantagem em relação à concorrência quando se trata de experiência (já que nunca se classificou para uma competição internacional). Cazaquistão e Andorra apenas completam o grupo, mas podem ser o “fiel da balança” para seus concorrentes se levarmos em conta que um tropeço diante de ambos pode custar caro para aqueles que sonham em chegar à África do Sul em 2010...
Já o grupo 7 tem se revelado uma verdadeira “pedreira” para os favoritos
franceses, que por enquanto assistem a bem armada seleção da Sérvia ocupar a liderança. Contando com bons nomes como os defensores Ivanović (jovem revelação que tem brilhado no Chelsea) e Vidić (um dos melhores jogadores da última temporada inglesa atuando pelo Manchester United), além de Dejan Stanković (“motorzinho” do meio-campo da Internazionale) e o grandalhão Žigić (do Racing Santander), a equipe comandada por Radomir Antić está firme na luta pela vaga à próxima Copa do Mundo e fez excelente campanha até aqui (somando quatro vitórias em seus primeiros cinco jogos). A única derrota dos sérvios foi protagonizada pela França, que sob o comando de Raymond Domenech
começou as eliminatórias como havia terminado a última Euro, ou seja, fracassando!!! O processo de renovação, que já se fazia mais do que necessário, acabou vitimando velhos conhecidos da torcida, como Coupet, Sagnol, Thuram e Makalélé. Outros, como Trézéguet (terceiro maior artilheiro na história de Les Bleus), acabaram de fora por diferenças com Domenech, que se viu obrigado a apostar em novas opções (casos dos goleiros Mandada e Lloris; dos laterais Sagna e Clichy; dos meias Diaby, Gourcuff e Nasri; além dos atacantes Gignac e Luyindula) para compor a base da equipe ao lado dos experientes Gallas, Ribéry (que vem jogando muito) e Henry. Os resultados dos últimos jogos confirmam os indícios de uma reação francesa, mas se quiser chegar ao próximo mundial sem mais problemas, o país não pode mais vacilar nesse returno. Isso porque a Lituânia, que conta com o defensor Stankevičius e o atacante Danilevičius (ambos jogadores do futebol italiano), faz uma campanha surpreendente e está bem cotada na tabela (apesar de possuir um jogo a mais do que seus concorrentes diretos a vaga). Após sediar a Euro 2008 e conseqüentemente retornar ao cenário internacional, a Áustria (comandada pelo tcheco Karel Brückner)
começou muito bem essas eliminatórias (derrotou os franceses na estréia por 3x1), empolgando seus torcedores. Porém, alguns resultados como o ridículo empate contra Ilhas Faroe, além da derrota em casa para os sérvios (3x1), acabaram custando à cabeça do treinador (em seu lugar assumiu Dietmar Constantini) e colocam em risco o sonho de brigar por uma das vagas à Copa do Mundo. Quem também está em uma posição complicada é a Romênia, que em cinco jogos conseguiu perder três vezes, sendo duas dentro de casa (onde ainda não venceu). A situação só não é pior porque os romenos ao menos conseguiram bater Ilhas Faroe (lanterna do grupo e um dos “sacos de pancada” da Europa), mas nem assim o treinador Victor Piţurcă se manteve no cargo. E apesar de contar com diversos bons jogadores (como Lobonţ, Săpunaru, Contra, Chivu, Marica e Mutu), dificilmente a seleção amarela irá figurar no próximo mundial.
A Itália lidera o grupo 9, apesar de não apresentar um futebol convincente desde a última Copa do Mundo. A esperança dos torcedores
é que Marcello Lippi (que reassumiu a equipe após o fracasso de Roberto Donadoni na última Eurocopa) possa repetir o excelente desempenho de sua última passagem (em 2006, quando levou os italianos ao tetracampeonato mundial) e recolocar a Azurra nos eixos. Para isso, o comandante continua apostando em alguns jogadores daquela época, como Buffon, Zambrotta, Cannavaro, Grosso, Gattuso (que retorna de contunsão), De Rossi, Pirlo e Iaquinta, mas também têm inserido novas peças na base italiana (casos dos defensores Santon, Gamberini e Dossena; dos meias Palombo, Brighi, Pepe e Montolivo; além dos atacantes Rossi e Pazzini). Somados a nomes que já comprovaram sua eficiência (como Chiellini, Aquilani, Quagliarela e Di Natale), esses jogadores podem reconduzir a Itália ao caminho das glórias. Ainda mais se atletas experientes, que atravessam má fase (casos de Camaronesi e Luca Toni), voltarem aos seus melhores dias... A Irlanda, que uniu o típico futebol britânico de força e marcação ao tradicional “defensivismo” italiano de seu treinador Giovanni Trapattoni, também está na briga pela vaga, ocupando atualmente a 2ª colocação. A coluna vertebral do time é formada por velhos conhecidos como goleiro Given, os defensores O’Shea e Dunne, o meia Kilbane, além do
atacante Robbie Keane, todos atletas de clubes ingleses. Porém, os irlandeses também têm a Bulgária em seu encalço, que merece ser respeitada por estar invicta frente aos líderes da chave (empatou contra ambos), além de ter disputado uma partida a menos que os concorrentes diretos. A expectativa é que a seleção búlgara, onde os maiores destaques são o meia Stiliyan Petrov (do Aston Villa) e o atacante Berbatov (do Manchester United), faça a lição de casa nesse returno e “belisque” ao menos uma vaga na repescagem. Apesar de terem remotas chances de classificação, Chipre (fortalecido pela bom momento que os clubes locais atravessaram na última temporada), Montenegro (estreante em eliminatórias, mas que tem bons jogadores como o trio de frente Vukčević, Jovetić e Vučinić) e até mesmo a Geórgia (comandada pelo argentino Héctor Cúper, ex-Valencia e Inter de Milão) podem selar a sorte dessa chave roubando pontos preciosos de quem vacilar.
No grupo 9, a Holanda praticamente já carimbou seu passaporte rumo a África do Sul ao abrir uma diferença maior do que o dobro de pontos do atual 2º colocado da chave. A grande força dos holandeses reside no poder ofensivo, o que já havia ficado comprovado durante a Euro 2008 (quando o time ainda era comandado por Marco Van Basten). Contando com diversas opções para composição do setor (que variam entre Sneijder, Van der Vaart, Kuyt, Van Persie, Robben, Babel e Huntelaar... Sem falar no esquecido Seedorf e no contundido Van Nistelrooy), o atual treinador, Bert van Marwijk, precisa apenas esquentar a cabeça para definir quem irá preencher a lacuna deixada por Van der Sar no gol da Laranja (o escolhido, por enquanto, é Stekelenburg, que atua no Ajax). Porém, se a 1º colocação já parece definida, não se pode dizer o mesmo da segunda vaga, disputada em igualdade pelas demais seleções que compõe a chave (única das eliminatórias européias a contar com apenas cinco componentes). Atualmente a Escócia ocupa a vice-liderança, mas após o desligamento de nomes importantes como o meia
Barry Ferguson e o goleiro Allan McGregor (flagrados bebendo após a derrota para a Holanda na última rodada), as coisas tendem a se complicar... Isso porque Islândia (que aposta no faro de gols do grandalhão Guðjohnsen) e Macedônia (onde se destaca o habilidoso Pandev, atacante da Lazio), que vêm logo na sequência da tabela, prometem ser duras na queda e têm potencial de sobra para estragar os planos escoceses. Além deles, a Noruega, que é novamente comandada por Egil Olsen (técnico que levou o país aos mundiais de 94 e 98), ocupa a lanterna do grupo, mas tem duas partidas a menos que a maioria de seus concorrentes. Até por isso, corre por fora em busca de uma possível reação, ainda mais se considerarmos o fato de que os escandinavos irão enfrentar em casa adversários diretos (como escoceses e macedônios) podendo reverter sua posição na tabela (atualmente, a lanterna da chave).
Confrontos da rodada:
06/06/09
Suécia x Dinamarca; Albânia x Portugal; Eslováquia x San Marino; Azerbaijão x País de Gales; Finlândia x Liechtenstein; Cazaquistão x Inglaterra; Bielorússia x Andorra; Croácia x Ucrânia; Lituânia x Romênia; Sérvia x Áustria; Bulgária x Irlanda; Chipre x Montenegro; Macedônia x Noruega; Islândia x Holanda
10/06/09
Suécia x Malta; Finlândia x Rússia; Ucrânia x Cazaquistão; Inglaterra x Andorra; Ilhas Faroe x Sérvia; Macedônia x Islândia; Noruega x Escócia
Confira a classificação
Ásia (AFC)
Faltando duas (em alguns casos três) rodadas para a definição das vagas no continente asiático (que acontece até o dia 17 de junho), pode-se dizer
que o grupo A aponta claros candidatos a classificação direta para o mundial de 2010. Mesmo com um jogo a menos, Austrália e Japão andam sobrando em campo e dispararam na frente dos demais concorrentes, estando respectivamente seis e quatro pontos na frente do terceiro colocado (o Bahrein) e invictos nessa fase final. Os líderes australianos são comandados pelo holandês Pim Verbeek e apostam em uma base experiente que esteve presente no último mundial. São os casos do goleirão Schwarzer; os defensores Wilkshire, Beauchamp, Neill (capitão da equipe) e Chipperfield; os meias Čulina, Grella, Cahill, Kewell, Bresciano e Emerton; além do atacante Keneddy, todos peças importantes na composição do grupo que deve ir a Copa. O grandalhão Viduka ainda decide se retorna ou não ao grupo e também pode ser um importante reforço. Com uma defesa muito forte e um estilo de jogo diferente do que os asiáticos estão acostumados, os Socceroos começaram essas eliminatórias com relativa dificuldade, sofrendo duas derrotas (contra China e Iraque) na fase anterior. Porém, nessa reta final “o país dos Cangurus” embalou e a classificação para África do Sul parece assegurada.
Assim como no caso dos japoneses, comandados por Takeshi Okada e estruturados em um conjunto onde figuram o goleiro Narazaki; os defensores Nakazawa (capitão do time) e o nipo-brasileiro Tulio; os meias
Endo (ídolo do Gamba Osaka), Hasebe e Shunsuke Nakamura (meia do Celtic e craque da seleção); além dos atacantes Okubo e Tamada. Além da tradicional velocidade, que torna seu contra-ataque mortal (vide os resultados obtidos fora de casa), a seleção japonesa também se caracteriza pela técnica, principalmente em seu setor de meio-campo, ponto forte da equipe. Na briga pela repescagem estão Catar (que enfrenta os líderes da chave em suas últimas partidas); Uzbequistão (que tem feito péssimas partidas, principalmente jogando em casa e cogita contratar Felipão); além do Bahrein (que possui três pontos de vantagem em relação aos rivais e por isso é o grande favorito a ficar com a vaga).
Independente de quem se classifique para a repescagem pelos lados do grupo A, o grande favorito dessa disputa sairá da chave B, onde ambas as Coréias, além de Arábia Saudita e Irã (que ainda mantém esperanças), têm tradição de sobra para garantir carimbar seu passaporte à Copa de 2010. Apenas os Emirados Árabes Unidos (que no meio do caminho perderam o treinador Bruno Metsu para o Catar) não tem mais chances de classificação e jogam para cumprir tabela.
Na ponta da tabela está a Coréia do Sul, que na última rodada assumiu a liderança
após vencer os rivais do Norte no clássico coreano (decidido apenas no final da partida). Os destaques continuam sendo figurinhas carimbadas como o goleiro Woon-Jae Lee, o lateral Young-Pyo Lee (que está no Borussia Dortmund) e o meia Ji-Sung Park (do Manchester United), além de jogadores que têm se firmado no cenário internacional, casos do atacante Chu-Young Park (do Monaco) e dos defensores Beom-Seok Oh (que joga no futebol russo) e Won-Hee Cho (do Wigan). Por outro lado, o treinador Jung-Moo Huh parece inclinado a não contar com os serviços de nomes experientes, como os meias Do-Heon Kim e Nam-Il Kim, além dos atacantes Chun-Soo Lee, Jung-Hwan Ahn e Ki-Hyeon Seol, que não são convocados desde o ano passado.
A Coréia do Norte, vice-líder, sonha em retornar a uma Copa do Mundo (sua única participação foi em 66) e para isso aposta em um sólido esquema defensivo armado pelo técnico Jong-Hun Kim. Já na frente, o capitão Yong-Jo Hong e o esforçado Tae-Se Jong têm de se virar para resolver as coisas, ainda mais agora que a Arábia Saudita dá sinais evidentes de reação sob o comando do português José Peseiro. A coluna vertebral dos sauditas se baseia nos defensores Redha Tukar e Hussein Sulimani; nos meias Noor (capitão do time) e Al-Shalhoub; além do matador Yasser Al-Qahtani, todos atletas experientes e decisivos em momentos como esse. Novas opções como o goleiro Waleed Abdullah e o atacante Hazazi, também têm feito diferença nessa sobrevida dos árabes, que após alguns tropeços em casa parecem ter se firmado na disputa pela vaga.
Quem também precisa se recuperar é o Irã, em 4º lugar na classificação,
mas que ainda tem pela frente confrontos diretos contra ambas as Coréias (líderes da chave), além dos Emirados Árabes Unidos (lanternas do grupo). Após sucessivas trocas de treinador (o ídolo Ali Daei cedeu lugar a Mohammad Mayeli Kohan, que por sua vez saiu para a entrada de Afshin Ghotbi), fica difícil esperar que o Team Melli reaja positivamente e se recupere na tabela. Porém, jogadores tarimbados para essa missão não faltam ao plantel da seleção, que conta com atletas como Rezaei (defensor); Nekounam, Mahdavikia e Shojaei (meio-campistas); além dos atacantes Hashemian e Ali Karimi (que voltou atrás em sua decisão de abandonar a seleção). Resta saber se já não é tarde demais para isso...
Confrontos da rodada:
06/06/09
Catar x Austrália; Uzbequistão x Japão; Coréia do Norte x Irã; Emirados Árabes Unidos x Coréia do Sul
10/06/09
Austrália x Bahrein; Japão x Catar; Coréia do Sul x Arábia Saudita; Irã x Emirados Árabes Unidos
17/06/09
Austrália x Japão; Bahrein x Uzbequistão; Coréia do Sul x Irã; Arábia Saudita x Coréia do Norte
Confira a classificação
Oceania (OFC)
Tudo definido pelos lados do único continente que não possui vaga direta para a Copa do Mundo. Após os Jogos do Pacífico (disputados em agosto de 2007), as três equipes mais bem colocadas (respectivamente Nova Caledônia, Fiji e Vanuatu) juntaram-se a Nova Zelândia (a seleção da
Oceania melhor classificada no ranking da FIFA) para a disputa da segunda fase (que também correspondia a Copa das Nações da OFC), onde todos se enfrentaram em jogos de ida e volta. Com um futebol muito superior ao dos adversários, os neozelandeses garantiram sua classificação com cinco vitórias consecutivas e duas rodadas de antecipação (a única derrota dos All Whites foi na última partida, jogando com um time reserva diante de Fiji). O grande destaque da campanha foi o atacante Shane Smeltz, que marcou gols em todas as vitórias de sua seleção, terminando a competição como artilheiro isolado (anotando oito gols). Além dele, também brilham jogadores polivalentes (como Duncan Oughton, do Columbus Crew), além de atletas experientes (como o defensor Nelsen, o meia Elliott e o atacante Killen, todos presentes nas últimas Olimpíadas). Resta saber se o time vai conseguir se impor diante do 5º colocado asiático, que pode variar entre pedreiras (Arábia Saudita ou Irã) ou adversários teoricamente menos complicados (como o Bahrein). Porém, levando em conta que nos últimos mundiais o representante da Oceania (sempre a Austrália) disputou a vaga contra equipes da América do Sul (Argentina em 94, além do Uruguai em 2002 e 2006), os neozelandeses não têm do que reclamar...
Confira a classificação
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