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De olho na eliminatórias 2010 - Américas e África
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Por Victorino Netto

Fique por dentro de tudo o que acontece no cenário futebolístico mundial sob a ótica crítica e informativa do jornalista assisense Victorino Netto.
 
De olho na eliminatórias 2010 - Américas e África | 06/06/2009 - 20:05

Após a última rodada das eliminatórias para o mundial de 2010 (onde derrotas inesperadas, zebras e queda de treinador foram apenas alguns dos ingredientes) a situação de diversos continentes começa a se desenhar. Na África, a primeira rodada da fase final anunciou as possibilidades, enquanto Ásia, Europa e as Américas já têm ao menos uma noção do que pode acontecer. O único continente que já tem uma definição é a Oceania...

Para ficar informado sobre tudo que acontece nessas eliminatórias, confira uma análise especial de todas as confederações e faça suas apostas sobre quem deve (ou não) ir à próxima Copa:

América do Sul (CONMEBOL)

O Paraguai segue firme na liderança das eliminatórias sul-americanas, mesmo após jogos extremamente complicados na última rodada, quando La Albirroja somou apenas um ponto em dois jogos. O time comandado pelo argentino Gerardo Martino vinha se destacando por sua forma aguerrida de jogar, sempre aliada a ofensividade e ao talento de valores individuais (como o goleiro Villar, os defensores Da Silva e Julio César Cáceres, os meias Vera, Barreto e Riveros, além dos atacantes Cabañas, Nelson Haedo Valdez e Santa Cruz). Porém, contra uruguaios e equatorianos, o que se viu foi um Paraguai mais cauteloso e acuado, que sucumbiu em Montevidéu, mas acabou se safando em Quito. Com relativa vantagem em relação à concorrência (atualmente de três pontos), pode-se dizer que os paraguaios já estão bem encaminhados em relação ao próximo mundial e só perdem o posto de 1º colocado se derem muita sopa para o azar (afinal, dos seis jogos restantes, quatro serão como mandante).

Por outro lado, o Peru (que com sete pontos ocupa a lanterna somando uma vitória e quatro empates em 12 jogos) já perdeu as esperanças de retornar a uma Copa do Mundo (a última participação foi em 82), mesmo contando com uma geração promissora onde figuram os atacantes Farfán, Pizarro e Guerrero (que brilham no futebol alemão, mas estão afastados da seleção); o experiente Solano; além de jovens talentos como os defensores Zambrano e Alberto Rodríguez, o ala-esquerdo Vargas e o meia Reimond Manco.

Independente da atual situação na tabela, Brasil e Argentina irão duelar pela 2ª posição, que no momento é ocupada pela seleção canarinho. Mesmo após a humilhante goleada sofrida pelos argentinos em La Paz (6x1 para a Bolívia), que relegou os comandados de Maradona ao 4º lugar, esse quadro ainda pode se reverter já que a sequência da tabela não será nada fácil para os brasileiros. O time de Dunga terá jogos complicados fora de casa contra rivais tradicionais (Uruguai e Argentina), além da Bolívia (que já provou ser um adversário perigoso na altitude). Jogando em casa, ainda teremos pela frente o líder Paraguai e o Chile (que briga por uma vaga direta ao mundial), além da Venezuela, na última rodada. Motivos de sobra para torcida ficar com um pé atrás, afinal, se o Brasil repetir as atuações pouco convincentes que apresentou diante dos equatorianos (em Quito) e do desmantelado combinado peruano em Porto Alegre, ainda teremos muita dor de cabeça até a Copa do Mundo de 2010.

A Argentina também não terá moleza pelo caminho e pega (fora de casa) pedreiras como Paraguai, Uruguai e o Equador (que sonha em aproveitar a altitude se sua capital da mesma forma que os bolivianos). A saída de Riquelme prejudica consideravelmente a qualidade na armação das jogadas pelo meio, o que ficou claro nas partidas contra Venezuela e Bolívia. Aliás, além do atual camisa 10 do Boca Juniors, nomes como Cambiasso e Verón não poderiam ficar de fora do time titular argentino... O sistema defensivo também se mostra desguarnecido e precisa de definições mais claras: confiar em velhos conhecidos como Abbondanzieri, Zanetti, Demichelis e Heinze ou abrir espaço para novas opções como Carrizo, Angeleri ou Papa? Em busca dessas definições, Maradona vai ter de quebrar um pouco sua cabeça e já deve ter percebido que no comando da seleção muitas vezes será obrigado a descer do pedestal de eterno ídolo. Até por isso aposta suas fichas nas poucas certezas que têm: meio-campistas competentes (como Mascherano, Maxi Rodríguez e Lucho González), além de uma das mais promissoras linhas de frente do futebol mundial (composta por Messi, Agüero e Tévez).

Quem também está firme na briga pela classificação é o Chile (comandado pelo argentino Marcelo Bielsa), que ocupa a 3° colocação da tabela e já abriu três pontos de vantagem em relação ao Uruguai (atualmente o 5º colocado e teoricamente classificado para a repescagem). O grupo chileno é muito bom e conta com nomes de destaque como o goleiro Bravo; os defensores Isla, Ponce e Vidal; os meias Mark González, Matías Fernández e Valdivia (que em La Roja não tem a mesma moral dos tempos de Palmeiras); além dos atacantes Alexis Sánchez e Humberto Suazo. Mesmo assim não se pode ignorar o fato de que atletas como Maldonado (velho conhecido das torcidas de Santos e Cruzeiro) e David Pizarro (que desistiu de defender a seleção nacional em 2006, mas já deu declarações de que sente falta de jogar internacionalmente) poderiam acrescentar ainda mais qualidade ao esquadrão chileno.

O Uruguai também tem grandes chances de se garantir na próxima Copa, tanto na disputa da repescagem como em uma eventual reação pela vaga direta. O experiente treinador Oscar Tabarez aos poucos vai dando uma “cara” a Celeste Olímpica, começando pelo gol, onde o até então intocável Fabian Carini (que há muito tempo não tem um temporada regular em âmbitos clubísticos) finalmente perdeu a posição para Vieira (que também não joga com tanta frequência no Villarreal). A defesa, que conta com novos valores (como Godín e Cáceres) sob a supervisão do capitão Lugano, é muito segura, enquanto o meio-campo encontrou em nomes como Eguren e Max Pereira, definições que há muito tempo não tinha. E se Recoba (que até fez boas apresentações na última temporada pelo Panionios da Grécia) anda fora da seleção desde a Copa América de 2007, Cristian Rodríguez ao menos tem dado conta do recado. A grande força do time está centrada no setor ofensivo, que combina o potencial do rápido Luis Suárez e o faro de gols do matador Forlán, sem contar opções como Sebastián Abreu, Carlos Bueno, Vicente Sánchez ou Javier Chevanton (que anda esquecido no Sevilha). Não por acaso a Celeste tem o melhor ataque do torneio com 21 gols...

Colômbia, Equador, Venezuela e Bolívia ainda sonham com a vaga na repescagem, já que estão emparelhados com campanhas regulares, mas se quiserem chegar à próxima Copa do Mundo precisarão melhorar muito em alguns aspectos. Os colombianos, por exemplo, tem tido um péssimo desempenho ofensivo, marcando apenas seis gols em doze partidas, muito pouco para quem conta com Macnelly Torres, Falcao Garcia, Rodallega e Rentería em seu elenco. Após um começo inconstante, os equatorianos demonstraram uma animadora reação no torneio desde que Sixto Vizuete assumiu o comando do time. A vontade apresentada nas partidas contra Brasil e Paraguai em Quito comprova essa afirmação, porém o resultado final de ambas os jogos constata que, sem aproveitar os jogos em casa, será mais complicado para La Tri chegar a seu terceiro mundial consecutivo. Já venezuelanos e bolivianos até tem conquistado resultados interessantes, mas ainda pecam bastante pela irregularidade e inexperiência em determinadas situações. A seleção Vinotinto melhorou bastante em relação aos últimos anos e tem surpreendido alguns desavisados, mas ainda oscila demais quando se criam expectativas em relação as suas exibições. Já o país de Evo Morales ressurgiu na tabela após a sensacional goleada imposta aos argentinos na última rodada e se anima com o fato de jogar mais três vezes em casa nos seis jogos que ainda lhe restam. Mesmo assim, as partidas contra Paraguai e Chile longe da altitude de La Paz devem ser um banho de água fria nas esperanças bolivianas de chegar à África do Sul em 2010.

Confrontos da rodada:

06/06/09

Uruguai x Brasil; Argentina x Colômbia; Paraguai x Chile; Bolívia x Venezuela

07/06/09

Peru x Equador

10/06/09

Brasil x Paraguai; Equador x Argentina; Venezuela x Uruguai; Chile x Bolívia; Colômbia x Peru

Confira a classificação

 

 

América do Norte, Central e Caribe (CONCACAF)

Pelos lados da CONCACAF, as primeiras rodadas já fizeram uma vítima: o técnico do México, Sven-Goran Eriksson, demitido após a derrota por 3 a 1 para Honduras. O resultado complicou a equipe, principal potência da confederação, deixando os mexicanos em 4º lugar na tabela, o que obrigaria os tricolores a disputar a repescagem contra o 5º colocado da CONMEBOL. Para resolver esse problema, foi chamado Javier Aguirre, que esteve recentemente no comando do Atlético de Madrid. A expectativa é que ele repita o desempenho de sua última passagem pela seleção (2001-2002), quando também assumiu em um momento conturbado das eliminatórias (substituindo Erique Meza) e comandou uma impressionante reação rumo a Copa do Mundo daquele ano. Se fizer a base composta por Ochoa, Salcido, Osorio, Pardo, Guardado, Carlos Vela e Omar Bravo (além de Rafa Márquez e Sinha, que vinham sendo barrados por Eriksson), jogar só um pouco do que sabe, Aguirre tem tudo para repetir a dose.

Tradicionais rivais dos mexicanos, Estados Unidos e Costa Rica ocupam as primeiras colocações e parecem encaminhados para o mundial da África do Sul. Na ponta da tabela com sete pontos, os americanos (comandados por Bob Bradley) apostam na mescla entre nomes experientes (como o goleiro Howard e os defensores Bocanegra e Hedjuk, o volante Mastroeni, além do atacante Brian Ching) e jovens talentos (casos do zagueiro Onyewu, dos meias Dempsey e Beasley, além dos atacantes Donovan e Altidore), opção que vem dando muitos resultados. Já os costa-riquenhos (que estão em 2º lugar com um ponto a menos), renovaram pouco sua equipe, mas ainda sim são um adversário de respeito no continente. Nomes manjados como o do defensor Umaña, os meias Barrantes e Centeno, além dos atacantes Sunsing e Saborío ainda figuram na lista do treinador Rodrigo Kenton, que aos poucos vai descobrindo novas opções, entre elas os alas Roy Myrie e Júnior Díaz, além dos atacantes Bryan Ruiz e Andy Furtado (que já tem 29 anos).

Em condições de igualdade na briga pela vaga restante (provavelmente a da repescagem) estão Honduras, El Salvador e Trinindad e Tobago. Os hondurenhos, que atualmente possuem dois pontos de vantagem em relação aos respectivos concorrentes, chegaram nessa reta final como favoritos após excelente campanha na fase anterior (quando terminaram na frente dos mexicanos). Mas os péssimos resultados na estréia da fase final (derrota para a Costa Rica, além do empate sofrido nos acréscimos contra Trinindad e Tobago) aliados a contusão de seu principal jogador (o atacante David Suazo), deixaram a torcida ressabiada. A importante vitória na última rodada contra o México (que já está virando freguês dos hondurenhos), não só coloca o time comandado pelo colombiano Reynaldo Rueda na briga, como também comprova que a experiência de veteranos como o defensor Caballero, os meias Guevara e Leon, além do atacante Pavón pode fazer diferença nesse momento. Ainda mais se jovens valores como Figueroa (lateral), Palacios (meia) e Costly (atacante), colaborarem e apresentarem regularmente o mesmo talento que os levou ao futebol inglês.

Os salvadorenhos, que apostam em uma base “caseira” comandada pelo mexicano Carlos de los Cobos, até possuem um ataque interessante, composto pelo trio Quintanilla, Zelaya e Corrales (que ao lado do jamaicano Shelton é o artilheiro das eliminatórias da CONCACAF com sete gols). Mas o grande problema reside na fragilidade do seu setor defensivo, que permite vacilos como o do jogo contra os americanos (quando La Selecta cedeu o empate após abrir 2x0 no placar). Pelos lados da seleção de Trinindad e Tobago pesa a avançada média de idade da base que compõe a equipe. Basta ressaltar que os principais jogadores do time ainda são os mesmos do último mundial e que já eram veteranos naquela época!!! São os casos dos atacantes Stern John e Dwight Yorke, além do meia Latapy (de 40 anos), que acaba de assumir a função de treinador/jogador (substituindo o colombiano Franciso Maturana).

Confrontos da rodada:

03/06/09

Costa Rica x Estados Unidos

06/06/09

Estados Unidos x Honduras; El Salvador x México; Trinidad e Tobago x Costa Rica

10/06/09

México x Trinidad x Tobago; Honduras x El Salvador

Confira a classificação

 

África (CAF)

A primeira rodada da fase final africana começou com zebras no grupo 1, onde os favoritos Camarões e Marrocos caíram respectivamente diante de Togo e Gabão. Jogando em Gana, os togoleses (que se classificaram com certa dificuldade na fase anterior) conseguiram se impor diante dos Leões Indomáveis, graças a um gol solitário do astro Adebayor, que ainda mandou um pênalti p/ lua no 2º tempo!!! No final da partida, o time de Samuel Eto’o até pressionou o adversário, mas não conseguiu chegar ao empate e agora precisa se recuperar na tabela. Embora a saída do alemão Otto Pfister do comando da equipe (substituído pelo ex-goleiro Thomas N'Kono) não ajude muito nesse sentido...  Já no outro jogo da chave, o Gabão mostrou um contra-ataque mortal e surpreendeu o Marrocos (que jogava em casa) ainda no 1º tempo anotando 2x0 no placar. Sem o atacante Daniel Cousin (seu principal jogador), além do meia Mouloungui (que atua no Nice), o técnico francês Alain Giresse teve de se virar para armar a seleção gabonesa e viu brilhar a estrela dos jovens atacantes Pierre Aubameyang (revelado nas categorias de base do Milan) e Roguy Méyé (do Ankaraspor da Turquia), que anotaram os gols da equipe. Durante todo 2º tempo o Marrocos buscou o ataque, mas só foi descontar a sete minutos do fim com o artilheiro do último Campeonato Holandês, El Hamdaoui. Com esse resultado, o time treinado por Roger Lemerre fica em situação desconfortável, parcialmente na lanterna do grupo.

No grupo 2, a Tunísia fez valer a tradição de sua camisa e chegou a liderança da chave ao bater fora de casa o Quênia. As Águias do Cartago saíram na frente logo aos seis minutos de partida, com um gol do defensor Jemal e depois passaram a administrar o resultado. No 2º tempo, os quenianos partiram em busca do empate e levaram seus torcedores a loucura com um gol do ídolo Oliech a 20 minutos do fim. Mas a alegria durou pouco e menos de dez minutos depois a Tunísia garantiu a vitória com o atacante Jemâa. No final da partida o treinador do Quênia, Antoine Hey, lamentou o resultado que deixa sua seleção na lanterna do grupo: “Nosso rival simplesmente soube marcar nos momentos decisivos”. A crise entre as federações locais aliada aos desmandos dos dirigentes também tem prejudicado demais o trabalho do técnico, que ameaça deixar o comando da seleção. Na outra partida do grupo, a Nigéria (melhor campanha da fase anterior e que vinha de oito vitórias consecutivas) foi até Moçambique e não saiu do 0x0 contra os donos da casa. Apesar da proposta do treinador Shaibu Amodu, que escalou seu time com diversos jogadores ofensivos (entre eles Martins, Obinna, Ikechukwu Uche e Odemwingie), os nigerianos não conseguiram superar a defesa dos moçambicanos, que se classificaram com a pior campanha entre os segundos colocados na fase anterior.

Em sua estréia na fase final, o Egito (que predomina no futebol africano e detém atualmente o título de bicampeão continental) reafirmou sua sina de tropeços em eliminatórias e jogando em casa complicou-se diante de Zâmbia. Em uma partida equilibrada, os Faraós (que vinham de sete vitórias seguidas) até saíram na frente, com um gol do oportunista Amr Zaki (que joga no Wigan da Inglaterra). Mas na segunda etapa, os zambianos conseguiram o empate com um gol do defensor Francis Kasonde logo aos 11 minutos. Até por isso, a decisão do treinador egípcio (Hassan Shehata), em começar o jogo com o ídolo Aboutrika no banco, foi muito contestada pelos torcedores locais, embora a grande atuação do goleiro de Zâmbia (Mweene) tenha contribuído para o resultado. A situação só não ficou pior porque Ruanda e Argélia ficaram no empate sem gols jogando no estádio nacional de Amahoro em Kigali. Situação até certo ponto previsível se levarmos em conta o fato de que os argelinos (que estavam desfalcados de seu principal jogador, o meia Ziani, que atua no Olympique de Marselha) não vencem uma partida fora de casa desde outubro de 2003. A esperança é que o treinador Rabah Saadane (o mesmo que levou a Argélia ao mundial de 86) possa repetir seus feitos no comando da seleção nacional e reconduzir as Raposas do Deserto a mais uma Copa do Mundo.

No grupo 4, a estrela do atacante Tagoe brilhou logo no primeiro minuto da partida entre Gana e a promissora seleção do Benin, o que facilitou a vida dos donos da casa na sequência da partida e garantiu a liderança da chave. A grande força das Estrelas Negras (comandadas pelo sérvio Milovan Rajevac) está em seu meio-campo, onde se destaca o experiente trio Essien, Appiah e Muntari, todos eles presentes no último mundial. Mas na partida contra os beninenses, o time acabou se acomodando após o gol e pouco produziu no decorrer do jogo. Sorte dos ganenses que a dupla Sessegnon (do PSG) e Omotoyossi (que tem seis gols até aqui) não estava em um dia inspirado... Já o Sudão, que aposta numa base caseira (formada basicamente por atletas do Al-Merreikh e do Al-Hilal) e é comandado pelo inglês Stephen Constantine (que já dirigiu Nepal, Índia e Malaui), conseguiu segurar em casa o empate contra uma das sensações dessas eliminatórias africanas: a seleção do Mali. O gol dos anfitriões foi anotado por Mudathir El Tahir, poucos minutos depois do capitão malinense, Kanouté, ter aberto a contagem. Se por um lado o atacante do Sevilha chegou à vice-artilharia das eliminatórias africanas, por outro, o setor defensivo de sua equipe deu mostras de que sentiu o desfalque dos volantes Sissoko (que joga na Juventus e foi deixado no banco pelo treinador Stephen Keshi) e Mahamadou Diarra (capitão da seleção, que joga no Real Madrid e está contundido).

A nota triste da última rodada se deu na goleada da Costa do Marfim sobre Malauí no estádio Felix Houphouet-Boigny, em Abidjan, quando um muro desabou e a polícia local utilizou gás lacrimogêneo para controlar a multidão, causando 19 mortes e deixando outros 132 feridos. Segundo as autoridades, 50 mil torcedores estavam no estádio (que tem 45 mil lugares), enquanto outros 50 mil espectadores que não conseguiram ingresso forçavam a entrada do lado de fora, o que teria iniciado o tumulto. Em campo, os Elefantes demonstraram grande poder de fogo com um quarteto de frente letal composto por Romaric, Bakary Koné, Salomon Kalou e a estrela Drogba. Na base da velocidade, os marfinenses envolveram a defesa da equipe comandada pelo treinador Kinnah Phiri, que agora ocupa a lanterna do grupo. Já Burkina Faso, uma das sensações da fase anterior, também foi muito bem ao vencer Guiné por 4x2, em exibição de gala do atacante Dagano (que marcou dois tentos e lidera a artilharia africana com nove gols). Outro ponto forte dos burquinenses está no meio-campo, onde brilham Charles Kabore (do Olympique de Marselha) e Jonathan Pitroipa (do Hamburgo). Pelos lados de Guiné, Pascal Feindouno até tentou equilibrar as coisas, mas a verdade é que o time sentiu o desfalque de Ismaël Bangoura, perigoso atacante do Dynamo Kiev, que deve retornar nessa rodada.

Confrontos da rodada:

06/06/09

Gabão x Togo; Tunísia x Moçambique; Zâmbia x Ruanda; Malauí x Burkina Faso

07/06/09

Camarões x Marrocos; Nigéria x Quênia; Argélia x Egito; Mali x Gana; Benin x Sudão; Guiné x Costa do Marfim

20/06/09

Gabão x Camarões; Marrocos x Togo; Tunísia x Nigéria; Quênia x Moçambique; Zâmbia x Argélia; Sudão x Gana; Burkina Faso x Costa do Marfim

21/06/09

Mali x Benin; Guiné x Malauí

Confira a classificação

 
Veja informações das eliminatórias sobre Europa, Ásia e Oceania, clique aqui.

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