Sport
Site Oficial: www.sportrecife.com.br
Colocação em 2008: 11º colocado
Desempenho em 2009: Campeão estadual invicto, acabou eliminado nas oitavas-de-final da Libertadores.
Perspectiva: Candidato à Sul-Americana
O cara: Paulo Baier
Fique de Olho: Moacir (volante/ala-direito) e Ciro (atacante)
Time-base: Magrão; Igor, César e Durval; Moacir, Daniel Paulista, Andrade (Hamilton), Paulo Baier e Dutra; Wilson (Vandinho) e Ciro. Técnico: Nelsinho Baptista.

Ciro |
Após a conquista da Copa do Brasil do ano passado, o Sport começou sua preparação para a disputa interclubes mais importante da América do Sul. O Brasileirão serviu como uma espécie de laboratório, onde Nelsinho Baptista buscou alternativas úteis, além de definir com quem poderia contar para a atual temporada. Porém, em 2009, o Leão inevitavelmente acabou perdendo alguns jogadores importantes daquela conquista, casos dos atacantes Roger, Enílton (dispensado) e o herói Carlinhos Bala (que foi para o arqui-rival Náutico). Entre as contratações, a que mais chamou atenção foi o veterano meia Paulo Baier. Mesmo assim o time sobrou em campo durante o início de temporada, garantindo o tetracampeonato estadual de forma invicta (em 22 jogos foram 19 vitórias), além da liderança em sua chave na Libertadores, que contava com pedreiras como Palmeiras, Colo-Colo e a LDU, atual campeã. Tudo isso graças à manutenção da filosofia aguerrida e ofensiva, principalmente nas partidas da Ilha do Retiro, onde todas as partidas são encaradas em um clima de “vida ou morte”. Apesar de ter caído nas oitavas (novamente diante do Palmeiras e nos pênaltis), os rubro-negros saíram de campo com a cabeça erguida e a sensação de dever cumprido, além da certeza de que se mantiver o conjunto, o Sport pode fazer bonito nesse Brasileirão. No gol, Magrão é sinônimo de segurança e conta com a proteção de um trio que têm inteira confiança de Nelsinho Baptista: Igor, César e o capitão Durval (um dos jogadores mais importantes do elenco). No meio, Daniel Paulista, Hamílton e Sandro Goiano são certeza de “pegada”, enquanto Andrade tem a vantagem de possuir um chute certeiro (apesar de ser mais lento). Para a ala-direita (órfã desde a conquista da Copa do Brasil, após a conturbada saída de Luisinho Netto) foi descoberto o volante Moacir, que improvisado por ali passou a render muito mais, além de rejuvenescer o setor (que já conta com o veterano Dutra pela esquerda).

Durval |

Paulo Baier |
Pelo meio, Paulo Baier demorou a engrenar, mas com o tempo tornou-se a maior referência do time, carimbando todas as jogadas ofensivas (exatamente como nos tempos de Goiás). Além dele, Nelsinho ainda pode optar por Fumagalli e Luciano Henrique, jogadores que costumam incendiar as defesas partindo para cima dos adversários. Característica comum aos jogadores que compõe a linha de frente: Wílson, Vandinho, Weldon e principalmente Ciro, maior revelação dos pernambucanos nas últimas temporadas. É na velocidade dessa turma que o Sport espera superar o desempenho do último nacional e quem sabe retornar a Libertadores em 2010...
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Atlético Mineiro
Site Oficial: www.atletico.com.br
Colocação em 2008: 12º colocado
Desempenho em 2009: Vice-campeão estadual, o clube acabou eliminado nas oitavas-de-final da Copa do Brasil.
Perspectiva: Vaga na Libertadores
O cara: Diego Tardelli
Fique de Olho: Renan Oliveira, Chiquinho e Yuri (meias), Kléber (atacante)
Time-base: Juninho; Élder Granja, Welton Felipe (Marcos), Leandro Almeida e Júnior; Renan, Carlos Alberto, Márcio Araújo e Fabiano (Evandro ou Lopes); Éder Luís e Diego Tardelli. Técnico: Celso Roth.

Celso Roth |
Após campanhas decepcionantes (inclusive em 2008, ano de seu centenário), o Atlético Mineiro entrou nessa temporada cercado de expectativa graças à promessa de renovação promovida por Alexandre Kalil, presidente que retorna ao poder no clube reeditando a parceria com Bebeto de Freitas (nomeado como diretor executivo). A dobradinha com o ex-presidente do Botafogo já rendeu bons frutos ao Galo no final da década de 90 e por isso a esperança da torcida era pelo fim das vacas magras no alvinegro. Ainda mais após a contratação de Émerson Leão, treinador identificado com os atleticanos e reconhecido por montar equipes brigadoras. As contratações corresponderam ao perfil do técnico, que apostou em diversos jogadores que já haviam trabalhado com ele em outros clubes (casos de Júnior, Carlos Alberto, Renan, Carlos Alberto, Fabiano e Diego Tardelli). Aos poucos o time foi se acertando, avançando na Copa do Brasil e chegando às finais do estadual. Mas aí, em uma semana desastrosa, o Galo levou uma “chacoalhada” do arqui-rival Cruzeiro no 1º jogo da decisão mineira (5x0 pelo segundo ano consecutivo), além de um sonoro 3x0 do Vitória na Copa do Brasil. O bastante para a nova diretoria repensar o planejamento e após a confirmação do título cruzeirense (com um empate de 1x1), mandar embora seu comandante. Para o lugar de Leão chega Celso Roth, credenciado pela surpreendente campanha com o Grêmio no ano passado, além de ser o responsável pela melhor campanha do Atlético na “era dos pontos corridos” (7º lugar em 2003). Em sua estréia, o time ao menos demonstrou sinais de reação, ao devolver os 3x0 no Vitória, mas cair na decisão por pênaltis. A tendência é que aos poucos o treinador implemente sua filosofia de trabalho, mas ele sabe que terá alguns problemas pela frente. A começar pelo gol, onde o titular Juninho e o reserva Édson não inspiram grande segurança. A defesa, habituada ao 4-4-2 de Leão, pode sofrer mudanças, já que Roth é um adepto do 3-5-2. Em todo caso, a definição passa por jovens como Leandro Almeida, Welton Felipe e Werley, além do experiente Marcos (que tem moral com o técnico).

Eder Luis e Diego Tardelli |

Júnior |
Os laterais devem ser Élder Granja e Júnior, embora o segundo ainda possa ser adaptado na meia, abrindo uma vaga para Thiago Feltri. No meio, a função de “cão-de-guarda” fica por conta de Renan (embora Jonílson tenha sido indicado pelo novo treinador), enquanto Carlos Alberto, Márcio Araújo e Fabiano têm mais liberdade, embora não abandonem suas funções defensivas. Ofensivamente, o nome mais conhecido do setor é o de Lopes, embora jovens talentos como Renan Oliveira ou Tchô possam finalmente se firmar durante esse nacional. Evandro, que já brilhou no Atlético/PR e no Goiás, mas estava apagado no Palmeiras, é outro que chega com expectativa de se firmar em um grande clube. Já a dupla de ataque formada por Éder Luis e Diego Tardelli é rápida, se movimenta bem e está entrosada, recuperando definitivamente seu melhor futebol (que andou apagado nas respectivas passagens por São Paulo e Flamengo no ano passado). O ídolo Marques, recuperando-se de contusão, ainda é uma incógnita, mas tem potencial para ser considerado uma ótima opção. Será preciso apenas confiança, que, aliás, é o que o Atlético mais necessita nesse momento. Em todos os sentidos!!!
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Atlético Paranaense
Site Oficial: www.atleticoparanaense.com
Colocação em 2008: 13º colocado
Desempenho em 2009: Campeão Paranaense; caiu nas oitavas-de-final da Copa do Brasil.
Perspectiva: Candidato à Sul-Americana
O cara: Rafael Moura
Fique de Olho: Raul e Alex Sandro (laterais), além de Renan e Fransérgio (volantes)
Time-base: Galatto; Rhodolfo, Antônio Carlos e Chico; Raul (Nei), Rafael Miranda, Valencia, Marcinho e Márcio Azevedo; Wallyson e Rafael Moura. Técnico: Geninho.

Marcinho |
Após o sufoco vivido no último Brasileirão, quando chegou a rondar a zona de rebaixamento e se salvou na reta final graças à chegada de Geninho (que assumiu após as saídas de Ney Franco, Roberto Fernandes e Mário Sérgio), o Furacão espera o menos uma campanha mais tranqüila em 2009. Porém, voltada para a inclusão da Arena da Baixada como uma das sedes do Mundial de 2014, a diretoria não fez grandes investimentos para a atual temporada, mesmo após a saída de jogadores importantes, como os ídolos Alan Bahia e Ferreira. Entre os contratados, os dois mais conhecidos dos torcedores eram Marcinho (ex-Palmeiras e Cruzeiro) e Rafael Moura (que passou por Corinthians e Fluminense). Durante o estadual, o time apresentou um sólido sistema defensivo, mas quem realmente fez a diferença para o clube foi o fator extra-campo. Beneficiado por um erro de digitação (por parte da federação) no regulamento da competição, o Atlético ganhou no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) o direito de mandar todos os seus jogos em casa no octogonal final. Não bastasse isso, o time ainda entrou na fase final com dois pontos extras por ter realizado a melhor campanha da 1ª fase, o que acabou fazendo muita diferença, já que o J. Malucelli terminou apenas um ponto atrás dos atleticanos na tabela. As limitações demonstradas nesse sentido ficaram ainda mais evidentes no confronto contra o Corinthians pela Copa do Brasil, quando o rubro-negro sucumbiu diante de um adversário mais qualificado. E como a competitividade no Brasileirão será muito superior a do Campeonato Paranaense, é bom o Furacão abrir os olhos nesse nacional... Geninho ao menos poderá contar com sua defesa, que tem boas opções para o gol (Galatto e Vinícius) e para a zaga (Rhodolfo, Antonio Carlos ou Rafael Santos). O volante Chico atua como um terceiro zagueiro e costuma revezar-se com os companheiros do setor no apoio ao ataque como “elemento-surpresa”.

Valencia |

Rafael Moura |
Entre os volantes, o “cão-de-guarda” Valencia agora terá a companhia de Rafael Miranda, contratado junto ao Atlético Mineiro. Os problemas do treinador começam justamente nas laterais, onde Nei aos poucos retorna de contusão e Márcio Azevedo tem oscilado demais, o que pode abrir brechas para os jovens Raul e Alex Sandro ou então forçar as improvisações de Zé Antônio e Netinho. Pelo meio, Marcinho é o responsável pela ligação com o ataque, tendo o paraguaio Julio dos Santos como sombra. Existe até mesmo a possibilidade de ambos jogarem, caso Geninho desista de apostar nos jovens Wallyson ou Wesley. A única certeza é a presença do matador Rafael Moura, que voltou a marcar muitos gols com a camisa do Furacão, tornando-se a principal referência ofensiva do time.
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Fluminense
Site Oficial: www.fluminense.com.br
Colocação em 2008: 14º colocado
Desempenho em 2009: Não chegou às finais do estadual e acabou eliminado nas quartas-de-final da Copa do Brasil.
Perspectiva: Vaga na Libertadores
O cara: Fred
Fique de Olho: João Paulo e Dieguinho (lateral), Alan e Maicon (atacantes)
Time-base: Fernando Henrique; Mariano, Edcarlos, Luiz Alberto e João Paulo (Dieguinho); Wellington Monteiro (Fabinho), Fábio Santos, Thiago Neves e Conca; Éverton Santos (Leandro Amaral) e Fred. Técnico: Carlos Alberto Parreira.

Conca |
Os reforços apresentados nas Laranjeiras no início dessa temporada animaram o torcedor tricolor não apenas por suas qualidades, mas também por enfraquecer diretamente os maiores rivais do Flu. Foram os casos de Rafael e os Leandros (Bonfim e Amaral) que vieram do Vasco, além de Jaílton e Diguinho, contratados respectivamente junto a Flamengo e Botafogo. O dinheiro do patrocinador garantiu ainda nomes de peso como Thiago Neves e Fred, mas a verdade é que durante o estadual essa equipe não deu liga. O desempenho irregular foi a desculpa da diretoria para a demissão de Renê Simões (que ajudou os cariocas a se livrarem do rebaixamento no último nacional), embora o fato do treinador barrar diversos atletas contratados pela patrocinadora tenha pesado ainda mais nessa decisão. Para seu lugar foi contratado Carlos Alberto Parreira, velho conhecido da galera pó de arroz e que chega com a missão de fazer a máquina tricolor funcionar. Porém, o técnico terá de quebrar a cabeça para resolver algumas carências em relação a determinadas questões, como por exemplo, sua defesa. Se no gol Fernando Henrique tem apresentado um desempenho muito mais instável e na zaga Edcarlos firmou-se definitivamente como companheiro de Luis Alberto, as laterais da equipe ainda estão em aberto, já que Mariano e Eduardo Ratinho não convenceram pela direita, enquanto Leandro (contratado junto ao Palmeiras) decepcionou tanto pela esquerda, que já foi até dispensado. A princípio, seu substituto é o jovem João Paulo, que pode sentir a responsabilidade de assumir a posição em um torneio tão equilibrado como o Brasileirão. O reserva imediato é o também novato Dieguinho, motivos que fazem o Flu sonhar com Roberto Carlos. Entre os volantes, as decepções também são grandes, já que Diguinho e Jaílton (que foi negociado com o Coritiba) não vingaram. O jeito foi apostar em jovens promessas (como Mauricio ou Romeu) e nos remanescentes Fabinho e Wellington Monteiro, embora já tenham sido anunciadas as contratações de Diogo (ex-Grêmio) e Fábio Santos (que estava no Lyon). Fabinho, que está no Corinthians e já trabalhou com Parreira é outro que interessa.

Fred |

Thiago Neves |
O meio conta com a qualidade do argentino Conca, além de Thiago Neves, que deve rumar para os Emirados Árabes Unidos no meio do ano. Entre os candidatos a substituto estão a revelação Tartá e o eficiente Marquinho, embora nenhum dos dois represente hoje o mesmo nível de qualidade do atual titular. Já no ataque, sobram opções para jogar ao lado de Fred, a grande estrela da equipe. Entre elas, Leandro Amaral (atormentado pelas contusões), Éverton Santos (que vem tendo suas chances), os promissores Maicon e Alan, além de Kieza (revelação vinda do Americano). Se conseguir administrar o ambiente interno (tumultuado pelas diferenças salariais entre alguns jogadores) e colocar essa equipe nos eixos, Parreira tem boas chances de reconduzir o Fluminense a Libertadores.
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Santos
Site Oficial: santos.globo.com
Colocação em 2008: 15º
Desempenho em 2009: Vice-campeão estadual; acabou eliminado na 2ª fase da Copa do Brasil.
Perspectiva: Vaga na Libertadores
O cara: Kléber Pereira
Fique de Olho: Paulo Henrique Lima e Breitner (meias) e Neymar (atacante)
Time-base: Fábio Costa; Luizinho, Fabão, Fabiano Eller (Adaílton) e Triguinho (Léo); Roberto Brum, Rodrigo Souto e Paulo Henrique Lima; Madson e Neymar; Kléber Pereira. Técnico: Vágner Mancini.
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Vágner Mancini |
Após um começo de ano irregular e com resultados decepcionantes, o treinador Márcio Fernandes (que havia ajudado o Peixe a se livrar do rebaixamento no último nacional) não resistiu a pressão e acabou demitido pela diretoria santista, que para seu lugar trouxe Vágner Mancini, credenciado pelo bom trabalho desempenhado no Vitória. A mudança surtiu efeito e o Santos mostrou-se adaptado ao 4-3-2-1 que Mancini tanto gosta. Os resultados acabaram levando a equipe à final do Campeonato Paulista e mesmo com a derrota diante do Corinthians na decisão (e o vacilo na Copa do Brasil diante do modesto CSA), o sentimento era o do dever cumprido. Esse otimismo se justifica no fato de que o técnico soube encontrar alternativas dentro do próprio elenco para montar uma equipe competitiva, além de motivar o grupo a ponto de reascender as expectativas por uma grande campanha nesse Brasileirão. No gol, Fábio Costa ostenta a confiança do treinador através da tarja de capitão, liderando uma defesa composta pelos experientes zagueiros Fabão e Fabiano Eller, que recuperaram seu melhor futebol sob o comando Mancini. Caso seja confirmada a negociação de Fabiano Eller, crescem as chances de Domingos ou o recém-contratado Eli Sabiá jogarem, embora o alvinegro praiano ainda conte com os serviços de Adaílton, que já fez parte do time titular e tem totais condições de recuperar a posição. Na lateral-direita, as opções estão limitadas a Luizinho (o que evidencia a necessidade de reforços e o consequente interesse em Wágner Diniz do São Paulo), enquanto a esquerda está bem abastecida com o rodado Léo (que retorna de contusão) e o polivalente Triguinho. Entre os volantes, os “pegadores” Germano e Roberto Brum disputam uma vaga para jogar ao lado de Rodrigo Souto, que costuma ter mais liberdade para distribuir o jogo. No meio, Lúcio Flávio e Bolaños (que foram anunciados com pompa na pré-temporada) não renderam o esperado e quem ganhou a confiança da torcida foi o jovem Paulo Henrique, responsável pela ligação com o ataque. O colombiano Molina também é uma opção interessante para a reposição.

Kleber Pereira |

Neymar |
No ataque, o garoto Neymar (de 17 anos) terá a grande chance de confirmar as expectativas em torno de seu futebol, propagado desde os tempos de “dente-de-leite”. Jogando mais aberto, junto com Mádson, eles costumam explorar as laterais do adversário, trocando constantemente de posição, em uma função-chave no esquema santista. Maikon Leite, que surgiu bem no ano passado e aos poucos volta ao time, também pode desempenhar esse papel, assim como Roni, que também não se encontrou na Vila Belmiro e ainda pode ser negociado. Mais isolado na frente, Kléber Pereira tem a função específica de marcar os gols, característica que fez dele um dos artilheiros do último nacional. Porém, propostas vindas do Oriente têm preocupado os torcedores santistas... Se mantiver a base e fortalecer suas carências (o que não é tão difícil, já que esse é ano de eleição na Baixada), essa equipe do Peixe tem grandes possibilidades de fazer um bom papel nesse Brasileirão.
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Náutico
Site Oficial: www.nautico-pe.com.br
Colocação em 2008: 16º colocado
Desempenho em 2009: Vice-campeão estadual; acabou eliminado nas oitavas-de-final da Copa do Brasil.
Perspectiva: Manter-se na 1ª divisão
O cara: Gilmar
Fique de Olho: Wellington (volante) e Anderson Lessa (atacante)
Time-base: Eduardo; Vágner (Negretti), Gladstone e Asprilla; Sidny (Carlinhos), Galiardo, Derley, Carlinhos Bala, Édson (Johnny); Acosta e Gilmar. Técnico: Waldemar Lemos.

Acosta
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Após amargar 12 anos longe da elite nacional, o alvirrubro retornou a Série A em 2007, mas nos dois últimos anos o máximo que conseguiu foi lutar bravamente contra o rebaixamento. A expectativa dos torcedores em 2009 era por uma grande temporada, ainda mais após contratações badaladas como Somália ou Carlinhos Bala, grande estrela do rival Sport na conquista da Copa do Brasil, que abriu mão de disputar a Libertadores para jogar nos Aflitos. Porém, durante o estadual, a equipe não teve forças para impedir o tetracampeonato rubro-negro, tendo de se contentar com o vice-campeonato. As exibições irregulares no pernambucano acabaram custando o cargo de Roberto Fernandes, considerado um dos grandes responsáveis pela permanência do Timbu na elite (tanto em 2007 quanto em 2008) e que acabou substituído por Waldemar Lemos (mais conhecido como o “irmão de Oswaldo Oliveira”). Porém, se quiser realizar uma campanha mais tranquila durante esse nacional, o Náutico precisará superar as limitações de seu grupo, que puderam ser detectadas no duelo contra o Inter pela Copa do Brasil, quando os pernambucanos acabaram eliminados diante de um adversário realmente qualificado. No gol, Eduardo já é um velho conhecido da torcida, enquanto a defesa parece definida com três zagueiros onde costumam figurar os experientes Gladstone (ex-Palmeiras) e Asprilla (que já jogou no Botafogo), além de Vágner e Negretti (que tem se revezado na posição). Um dos grandes problemas do Timbu está nas alas, onde Sidny chega para o lugar de Ângelo (negociado com o futebol espanhol) e Édson tem sofrido com as contusões. Tantas dificuldades acabam resultando nas improvisações dos volantes Galiardo e Johnny pelo setor. Quando não estão deslocados, eles costumam se revezar com Derley na contenção pelo meio-campo. E apesar de possuir jogadores especialistas na função (como Juliano ou o chileno Daniel Gonzalez), a ligação com o ataque tem sido exercida por Carlinhos Bala. Ao lado do atacante Gilmar, ele é o principal responsável pelas jogadas em velocidade, principal arma ofensiva do alvirrubro. Com a dispensa de Somália (que não vinha jogando por conta das contusões), a dupla de frente deve ser composta pelo recém-contratado Acosta, que não vinha sendo aproveitado no Corinthians e retorna ao clube. Além dele, Waldemar Lemos ainda terá opções importantes como Kuki e Adriano Magrão. Resta saber se isso é o suficiente para manter-se mais um ano na 1ª divisão...

Carlinhos Bala |

Gilmar |
Corinthians
Site Oficial: www.corinthians.com.br
Colocação em 2008: 1º colocado na Série B
Desempenho em 2009: Campeão estadual; está na briga pela Copa do Brasil.
Perspectiva: O título
O cara: Ronaldo
Fique de Olho: Diego (zagueiro) e Boquita (meia)
Time-base: Felipe, Alessandro, Chicão, William e André Santos; Elias, Cristian, Douglas; Dentinho e Jorge Henrique; Ronaldo. Técnico: Mano Menezes.

André Santos |
Após uma temporada desastrosa em 2007, que culminou com o rebaixamento no Brasileirão, o Corinthians definitivamente renasceu (em todos os sentidos) no ano passado. Com uma (nem tão) nova diretoria, o clube foi buscar o ascendente Mano Menezes, que já havia sido responsável pela reestruturação do Grêmio, levando os gaúchos da Série B para um vice-campeonato da Libertadores. O treinador teve carta branca para remontar a equipe (Felipe e Dentinho foram alguns dos poucos remanescentes), trazendo diversos jogadores de sua confiança (como Alessandro ou William), além de diversos atletas que estavam em ascensão (como Chicão e André Santos, vindos do Figueirense, vice-campeão da Copa do Brasil). Durante o 1º semestre, Mano usou o estadual como laboratório para 2ª divisão, embora nesse meio tempo quase tenha emplacado uma Copa do Brasil. Ali se obteve a confirmação de que o Timão estava pronto para o ressurgimento. E jogo após jogo, com casa cheia e resultados positivos, o Corinthians confirmou as expectativas. No começo desse ano, além de manter a base (que assistiu nomes como Cristian, Elias, Douglas e Dentinho se firmarem), o clube ainda anunciou a maior contratação da temporada, Ronaldo, que junto com o time venceu as desconfianças e voltou a brilhar nas manchetes. Apresentando um sistema definido no 4-3-2-1 e uma equipe entrosada, o Timão acabou recuperando o título paulista (que não conquistava desde 2003) e o Fenômeno foi considerado o craque do torneio graças às atuações decisivas. A meta agora é manter o desempenho e garantir um título nacional (seja a Copa do Brasil ou o Brasileirão) para retornar a Libertadores (grande obsessão da torcida) no ano de seu centenário. A força do conjunto começa por um sistema defensivo extremamente eficiente, onde o goleiro Felipe e a dupla de zaga formada pelo “artilheiro” Chicão e capitão William, já comprovaram seu valor. Nas laterais, André Santos tem chamado a atenção pela esquerda, sendo inclusive convocado para a seleção de Dunga. Já na direita, Mano confia em Alessandro, que cumpre perfeitamente as solicitações táticas do treinador, mas não costuma aparecer tanto para torcida. A dupla de volantes destaca-se pela inteligência na saída de bola: Cristian manda bem nos lançamentos, além de possuir um chute certeiro, enquanto Elias parece incansável, apresentando grande regularidade entre a defesa e o ataque (característica que o coloca como um dos jogadores mais importantes no esquema corinthiano).

Felipe |

Ronaldo |
Na armação, Douglas ainda não apresentou o mesmo futebol do ano passado, mas com dribles curtos e passes precisos, tem tudo para estar entre os melhores meias desse nacional. Ainda mais porque sofre concorrência direta de Morais ou do garoto Boquita, que caiu nas graças do técnico. Pelas pontas, Dentinho e Jorge Henrique são certeza de velocidade e constante movimentação, infernizando as defesas adversárias e abrindo espaços para que Ronaldo possa surpreender. A expectativa da Fiel é que nesse Campeonato Brasileiro, tanto o Fenômeno quanto o Timão estejam prontos para continuar calando os críticos, comprovando seu valor!!!
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Santo André
Site Oficial: www.santoandrefutebol.com.br
Colocação em 2008: Vice-colocado na Série B
Desempenho em 2009: 6º colocado no Campeonato Paulista (caiu nas semifinais do Torneio do Interior), único torneio que disputou nesse 1º semestre.
Perspectiva: Manter-se na 1ª divisão
O cara: Marcelinho Carioca
Fique de Olho: Antônio Flávio (meia), Júnior Dutra e Ricardo Goulart (atacantes)
Time-base: Neneca; Cicinho, Cesinha, Marcel e Gustavo Nery; Fernando, Ricardo Conceição, Marcelinho Carioca; Antônio Flávio, Escobar (Rodrigo Fabri) e Nunes. Técnico: Sérgio Guedes.

Gustavo Nery |
Em baixa desde que faturou a Copa do Brasil e jogou sem grande destaque a Libertadores (entre 2004 e 2005), o Ramalhão foi muito bem no ano passado, quando emplacou dois acessos consecutivos (no estadual e na Série B do nacional), retornando em grande estilo aos holofotes da elite. Desde que assumiu a presidência do clube, o empresário Ronan Maria Pinto tratou de abrir o clube para aqueles que quisessem investir no futebol e consequentemente lucrar com isso. Uma política que atraiu grupos financeiramente fortes na região e viabilizou a contratação de atletas como Marcelinho Carioca, mas que também resultou no rompimento entre o clube e a prefeitura local. Com a quebra desse vínculo, o único prejudicado foi o torcedor local, que na expectativa de acompanhar a 1ª divisão, assistiu a diretoria solicitar a transferência de seis partidas em casa para outras cidades (os clássicos contra os grandes de São Paulo seriam em Londrina, enquanto os duelos contra a dupla Gre-Nal aconteceriam em Cascavel). Uma dificuldade a mais para o treinador Sérgio Guedes, que levou a Ponte Preta a final do Paulistão no ano passado, cumprir o objetivo de (ao menos) manter o Ramalhão na Série A.

Rodrigo Fabri |
Contando com um elenco que mescla a juventude de atletas promissores e a experiência de figurinhas carimbadas, o time terminou na 6º colocação do estadual, mantendo como titular o goleiro Neneca, embora Diego (que já brilhou no sul do país e estava no Fluminense) tenha sido contratado para jogar. O sistema defensivo perdeu nomes importantes da campanha de acesso como Douglas e William (negociados com o Flamengo), além do lateral Jaílson. Não por acaso é um dos pontos fracos desse ano. A dupla de zaga é formada por Cesinha e Marcel, embora a rodagem de Dininho (ex-Palmeiras e Flamengo) possa ser importante em um torneio como o nacional. Na lateral direita, Cicinho ainda tenta se firmar enquanto Gustavo Nery é presença garantida pela esquerda. A dupla de volantes é formada pelo “vovô” Fernando (42 anos) e jovem Ricardo Conceição, enquanto os reservas são Cadu (que fazia parte do elenco campeão da Copa do Brasil) e Dionísio (vindo do Santos). Na armação das jogadas, Marcelinho Carioca é o dono do time, ditando o ritmo para o promissor Antônio Flávio e o paraguaio/boliviano Escobar, que costumam atuar mais abertos. Apesar das saídas de Jéfferson e Élton (contratados pelo Vasco), Sérgio Guedes ainda conta com opções interessantes, como os experientes Rodrigo Fabri e Élvis. Na frente, o trombador Nunes retorna ao clube que o revelou e deve atuar como um pivô, servindo como maior referência nas jogadas ofensivas. Além dele, Júnior Dutra, Alexsandro, Moraes e Fábio constituem uma variedade interessante para quem precisa de gols, fator fundamental para um clube que não quer voltar para a segundona...
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Avaí
Site Oficial: www.avai.com.br
Colocação em 2008: 3º colocado na Série B
Desempenho em 2009: Campeão estadual, único torneio que disputou nesse 1º semestre.
Perspectiva: Manter-se na 1ª divisão
O cara: Marquinhos
Fique de Olho: Medina e Uendel (laterais), Cristian (atacante)
Time-base: Eduardo Martini; Medina, Émerson, Turatto e Uendel; Marcus Vinícius, Léo Gago, Marquinhos e Caio (Odair); Evando e Lima (William). Técnico: Silas.

Eduardo Martini |
Após assistir o auge de rivais locais (como Criciúma e Figueirense) nas duas últimas décadas, amargar um jejum de 12 anos sem conquistas estaduais e ainda morrer na praia da Série B em diversas ocasiões nas últimas temporadas, o Leão da Ilha finalmente conseguiu se reestruturar, assegurando seu retorno a 1ª divisão nacional em 2008 graças à competência do técnico Silas e a estrela de jogadores como Eduardo Martini, Marquinhos e Evando. Mais do que isso, o Avaí ressurge como grande potência de Santa Catarina, não só pelo título estadual conquistado, mas também porque seu acesso contrasta com a queda dos rivais em âmbito nacional (o Figueira caiu para a Segundona, enquanto o Tigre foi parar na Série C). Resta saber se a base que reconduziu o clube a vitrine do futebol brasileiro (e já perdeu peças importantes como o zagueiro Cássio, o volante Batista e o atacante Vandinho) será o suficiente para assegurar a permanência dos avaianos na Série A, já que poucos reforços desembarcaram na Ressacada em 2009. Para o gol, Silas confia na experiência de Eduardo Martini, dono da posição há quatro anos. A dupla de zaga é composta por Émerson e André Turatto, enquanto as laterais contam com jovens promissores, como Medina (uma grata revelação pela direita), Uendel e Eltinho (que foram contratados esse ano e devem brigar por uma vaga na esquerda). A princípio, a dupla de volantes deve ser formada por Marcus Winícius e Léo Gago, embora opções como Pingo e Ferdinando mantenham o mesmo nível técnico dos titulares.

Evandro |

Marquinhos e Silas |
Na armação, o capitão Marquinhos costuma centralizar todas as jogadas, podendo atuar ao lado dos velocistas Caio (que também chegou nessa temporada) e Muriqui (ex-Vasco), além do experiente Odair. No ataque, Evando ganhou a companhia de Lima (vindo do Santos) e no banco ainda figuram nomes como o remanescente William, Luis Ricardo (que surgiu bem na Ponte Preta), além do brigador Abuda. Durante o catarinense, essa equipe mostrou grande poder de reação após um início irregular, superando diversos obstáculos (como a confusão entre torcedores e jogadores, além da vantagem que a Chapecoense adquiriu no primeiro confronto da decisão) para chegar ao título. Porém, será preciso muito mais para fazer um bom papel nesse Campeonato Brasileiro (que o Avaí não disputa desde 1979)...
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Grêmio Barueri
Site Oficial: www.grbarueri.com.br
Colocação em 2008: 4º colocado na Série B
Desempenho em 2009: 8º colocado no Campeonato Paulista, única competição que disputou durante o 1º semestre.
Perspectiva: Manter-se na 1ª divisão
O cara: Pedrão
Fique de Olho: Xandão (zagueiro)
Time-base: Renê; Marcos Pimentel (Éder), Daniel Marques, Leandro Castan (André Luís) e Márcio Careca; Leanderson, Ralph e Ewerton; Thiago Humberto e Fernandinho; Pedrão. Técnico: Estevam Soares.

Renê |
Após ingressar no futebol profissional em 2001, o Grêmio Barueri conseguiu nada mais do que sete acessos consecutivos (um recorde nacional), sendo cinco deles em nível estadual, além de mais dois no Brasileirão (para não falar da Copa São Paulo de Juniores, ainda sob a nomenclatura de Roma Barueri). Muito desse sucesso se deve ao apoio do poder público (leia-se Ruben Furlan, prefeito de Barueri), que investia cerca de R$ 15 milhões por ano no time, além de custear a construção da moderna Arena Barueri, com capacidade para 20 mil torcedores. Atualmente emancipado da prefeitura, a Abelha ainda se mantém com o apoio de bons patrocinadores. Com dinheiro em caixa e uma excelente infra-estrutura, a base do elenco se caracteriza pela experiência dos jogadores, um perfil diferenciado das equipes emergentes, que normalmente costumam apostar em atletas jovens (com margem para transferências lucrativas). No estadual desse ano, a diretoria tentou inovar, utilizando a competição como laboratório para estréia na 1ª divisão e apostando em um trio de treinadores composto por Toninho Moura, Luis Carlos Goiano e Diego Cerri. A alternativa não foi bem sucedida e o jeito foi confiar no trabalho de Estevam Soares, que terá a disposição um elenco gabaritado para ao menos tentar cumprir seu principal objetivo: permanecer na elite. No gol, Renê é certeza de segurança e representa um dos principais alicerces do grupo. A defesa, que deverá ser bastante exigida ao longo do torneio, também conta com diversas opções. Pelas laterais, Marcos Pimentel deverá disputar a posição com o recém-chegado Éder (que já passou pelo São Paulo), enquanto Márcio Careca parece garantido pela esquerda. A dupla de zaga, que já contava com Daniel Marques e Leandro Castan, ganhou o reforço de Xandão e André Luis, vindos do futebol carioca. A dupla de volantes perdeu o rodado Flávio, mas ainda conta com a eficiência de Leanderson e Ralf.

Pedrão |

Thiago Humberto |
Quem também caiu nas graças de Estevam Soares e tem se firmado no meio é Ewerton, embora Camilo tenha vindo do Cruzeiro para disputar a posição. Xuxa, que foi muito bem no Paulistão do ano passado (quando ainda jogava no Mirassol) é outro que pode ser muito útil. Soares também costuma escalar Thiago Humberto e Fernandinho mais adiantados e abertos pelas pontas, com o matador Pedrão (grande destaque da equipe) isolado na frente, caracterizando o esquema em um polivalente 4-3-2-1 (que deve favorecer o contra-ataque). No banco, Val Baiano, Luis e o veterano Basílio podem ser importantes no decorrer das partidas, ainda mais numa competição tão nivelada quanto o Campeonato Brasileiro. Levando em conta o destino de clubes emergentes, como São Caetano ou Ipatinga, que após relativo sucesso acabaram caindo para segundona nacional, o Barueri se dará por satisfeito se em 2010 não precisar retornar a velha sina de se preocupar com o acesso...
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