Pedestre e trânsito
 blog | Direito e Cidadania

Por José Benjamin de Lima

Advogado. Promotor de Justiça aposentado. Mestre em Direito. Aborda temas ligados ao Direito, com ênfase em questões de cidadania e da comunidade assisense.
 
Pedestre e trânsito | 08/07/2008 - 17:22
A relação pedestre-carro é sempre meio tumultuada. Na guerra do trânsito, o pedestre quase sempre perde. No mínimo, tem de correr, para não ser atropelado.
Está distante ainda o tempo em que o pedestre brasileiro será alvo de gentilezas que só tem no exterior: motoristas detendo a marcha de seus veículos, para que possa tranqüilamente atravessar a rua.
Aqui, não; o pedestre que se cuide e corra. A maior parte dos motoristas, ao ver alguém cruzando a rua, não chega sequer a diminuir a marcha de seu carro ou moto. Quando muito, dá uma buzinada e pé-na-tábua, confiando em que nada sucederá. O a-pé que se vire. Direção defensiva? O que é isso?
Verdade que o pedestre brasileiro é, também, incrivelmente indisciplinado e está sempre se colocando em situação de risco. Recusa-se a caminhar um pouquinho mais e cruzar a rua nas faixas apropriadas; nem sempre aguarda o sinal favorável, preferindo atravessar as ruas meio à louca, em momentos inoportunos.
Outros, chegam a ser irritantes: ignoram solenemente a aproximação do veículo e põem-se a atravessar a rua em circunstâncias que lhe são desfavoráveis. E fazem questão de cruzá-la bem devagar, cabeça e peito erguidos, dignamente cientes de seu direito à prioridade, mas levemente abusando dele.
Em nossa cidade, as coisas não são diferentes e ficam ainda mais agravadas pelo perfil de seu trânsito. Já repararam como o trânsito está cada dia pior, no centro da cidade? Para carros e pedestres, transitar pela região central, especialmente pela avenida Rui Barbosa e adjacências, é quase sempre uma aventura e, até mesmo, uma temeridade, em face do grande afluxo de carros, motocicletas e pessoas.
Algum tempo atrás, a fiscalização tentou educar nossos motoristas e colocá-los no padrão primeiro mundo, aplicando-lhes multas, por desrespeito às faixas de pedestres. A iniciativa, obviamente, não agradou aos motoristas, surpreendidos, quase um mês depois, ao receber a notificação.
Embora a fiscalização estivesse certa, apenas cumprindo a lei, teria sido mais sensato, promover, antes, uma campanha educativa. Afinal, são tantos os vícios de circulação, de motoristas e pedestres, que as coisas não mudarão do dia para a noite, sem campanha educativa permanente a respeito.
Em tempo: é infração de trânsito, sujeita a multa, o pedestre permanecer ou andar nas pistas de rolamento, exceto para cruzá-las onde for permitido. Também o é andar fora da faixa própria. Já pensaram se a lei fosse cumprida? O que seria dos pedestres da Rui Barbosa?
Corta, esquece. No trânsito, o pedestre sempre tem (deve ter) razão.
 comentário
sonia em 05/10/2011 - 16:41
O texto fala, e é verdade, nos pedestres estamos precissado ser educados no trânsito. Pois muitas vez sempre culpamos o motorista, se nos podemo evitar teremos a chance de não nos machucar. Não sabemos quem esta no volante, e qual é seu estado. A educacâo no trânsito tem que ser para todos, e os piores são os motoqueros de 14 aos seus 23 anos nas comunidades do grande recife.
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